O que é um TCC?
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
constitui-se em um momento de potencialização e sistematização de habilidades e
conhecimentos adquiridos ao longo da graduação na forma de pesquisa
acadêmico-científica. Trata-se de uma experiência fundamental na formação do
bacharel em Relações Internacionais, uma vez que lhe proporciona a oportunidade
de resolver de forma rigorosa e criativa problemas teóricos e empíricos das RI.
Como trabalho que se submete aos padrões da
produção científica, o TCC deve respeitar seus parâmetros. Assim, ele envolve
três etapas: a de formulação de um projeto, sua execução na forma de uma
investigação e a apresentação de seus resultados de maneira a ser julgada pela
própria comunidade científica. Estas três etapas conjugadas e sujeitas ao crivo
da lógica de procedimento da Ciência asseguram ao TCC um caráter diferente dos
trabalhos normalmente desenvolvidos pelos estudantes em suas respectivas
disciplinas. O TCC é, portanto, um trabalho de síntese que articula o
conhecimento global do aluno no interior de sua área de formação. Como tal, o
TCC deve ser concebido e executado como uma atividade científica, não como forma
de avaliação de seu desempenho no domínio e/ou avaliação de um conteúdo
disciplinar específico. É nesse sentido que o TCC deve possuir um caráter
monográfico que respeita a área de estudos à qual se encontra vinculado. Vale
dizer que deve estruturar-se em torno de um objeto construído e delimitado a
partir de um problema relativo às RI.
Tomando como base o caráter de iniciação
científica subjacente à monografia, o TCC compreende, em sua primeira etapa, a
elaboração de um projeto de trabalho. Como critérios básicos para esta fase, o
projeto terá que atender a quatro requisitos: a escolha do tema, sua definição,
delimitação e problematização. Junto a este processo somar-se-iam os métodos e
técnicas a serem utilizados, bem como o estabelecimento de etapas de trabalho
expressos na forma de um cronograma.
A segunda etapa - execução -, corresponde à
realização do projeto propriamente dito. É imprescindível que o aluno, no
decorrer desta etapa, aplique os conhecimentos científicos de sua área de
conhecimento, bem como efetue as atividades dentro de parâmetros mínimos de
cientificidade. Para cumprimento desta etapa o aluno deve valer-se de métodos e
técnicas universalmente aceitas pela comunidade cientifica que incluem
pertinência, consistência, manipulação de variáveis e de hipóteses, mensuração
de dados primários e/ou secundários de acordo com padrões de representatividade
e generalização compatíveis com seu tema, seu problema/hipótese de trabalho e
sua área de conhecimento ou de exercício profissional.
Finalmente, como toda investigação que possui
caráter científico, o TCC deve ser submetido ao crivo da crítica da comunidade.
De fato, para lograr sua aprovação final, terá que ser levado à apreciação de
uma banca de avaliadores composta de três professores: o orientador e dois
outros professores escolhidos de acordo com sua habilitação técnica em relação
ao tema de investigação. A banca de exame final é um mecanismo que possibilita a
avaliação da monografia sob a ótica de diferentes perspectivas. Nesse sentido, a
banca deverá avaliar a consistência lógica da investigação, a coerência entre
problema de investigação, hipóteses e nível de demonstração ou de validade
argumentativa na correlação entre pressupostos, postulados e corroboração
empírica. A subsunção do TCC à discussão pública e dos pares articula-se em
torno de dois propósitos: sua submissão à crítica racional e averiguação de sua
capacidade de refutação. Sujeito à crítica, na multiplicidade de perspectivas
representadas pelos avaliadores, o trabalho de conclusão de curso estará
cumprindo estes dois propósitos e atendendo, integralmente, a seu papel de
atividade de iniciação científica.
Do ponto de vista do aluno, a defesa diante de
uma banca examinadora significa a possibilidade de testar sua competência
discursiva, de exercitar sua capacidade argumentativa e de defender sua
perspectiva frente a outras diferentes ou concorrentes. Ao mesmo tempo,
permitir-lhe-á esclarecer elementos de seu trabalho que possam ter ficado
obscuros ou frágeis do ponto de vista de sua consistência ou pertinência
científica. Neste sentido, a defesa da monografia exercitará a capacidade
lógico-dedutiva, de análise e de síntese do aluno, sua fluência em termos de
expressão e defesa de suas idéias, bem como sua capacidade de resposta diante de
argumentos distintos daqueles que desenvolveu. A necessidade de defesa diante de
uma banca justifica-se, então, como inerente ao próprio caráter de iniciação
científica do trabalho de conclusão de curso, como mecanismo de
ensino-aprendizagem do próprio discente e como fator que exercita as faculdades
discursiva e argumentativa.
Exemplo de TCC :
EXEMPLO DE TCC.doc
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